quarta-feira, 18 de maio de 2011

Informativo Maio / 2011

TEXTO PRA NOS ALIMENTAR

Henry David Thoreau nasceu em Concord, no Estado de Massachusetts, em 12 de julho de 1817. Descendente de hunguenotes franceses, o menino Thoreau aprendeu a amar a natureza quando levava as vacas da família da mãe para pastar.

Em 1837, formou-se em literatura clássica e línguas. Fundou junto com o irmão uma escola, em 1838. Seu método inovador de ensino, que incluía passeios ao campo (field-trips) e não utilizava castigos físicos, não foi bem aceito nos EUA daquela época.

Com a morte do irmão, Thoreau fechou a escola. Fazia esporádicos trabalhos como agrimensor e como ensaísta, acreditando sempre que o homem devia ganhar somente o necessário para sobreviver. Apenas foi trabalhar na fábrica de lápis da família quando precisou ajudar a mãe e as irmãs, quando da morte do pai.

Mantinha-se eternamente insatisfeito com a vida na sociedade e com o modo como as pessoas viviam. Há relatos de que visitou aldeias indígenas só com a roupa do corpo, ao contrário de seus contemporâneos, que o faziam com armas em punho.

Em 1845, com 27 anos, Thoreau foi morar no meio da floresta, em um terreno que pertencia a Ralph Waldo Emerson. Às margens do lago Walden construiu sua casinha e um porão para armazenar comida. Apesar de inexperiente como agricultor, tentou a auto-suficiência e, a longo prazo, teve algum sucesso, plantando batatas e produzindo o próprio pão.

Segundo suas próprias palavras, ele foi morar na floresta porque queria "viver deliberadamente". Queria se "defrontar apenas com os fatos essenciais da existência, em vez de descobrir, à hora da morte, que não tinha vivido". Em seu período na floresta, ele queria "expulsar o que não fosse vida".

Baseado no relato e em todo o pensamento filosófico empreendido nos dois anos em que morou na floresta, Thoreau escreveu "Walden ou A vida nos bosques", uma obra que se tornaria um referencial para a Ecologia e um de seus livros mais famosos. Além de descrever sua estadia na floresta, "Walden" analisa e condena a sociedade capitalista da época. E, convida a uma reflexão sobre um modo de vida simples, propondo novos olhares sobre o conceito de liberdade.

"Fui para os bosques viver de livre vontade,
Para sugar todo o tutano da vida…
Para aniquilar tudo o que não era vida,
E para, quando morrer, não descobrir que não vivi!"

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RECEITAS
Receitas de George Ohsawa – Fundador da Macrobiótica

Não são receitas muito detalhadas ou precisas; cabe a cada um testar e acertar sua receita...

Biscoito de painço e farinha de trigo mourisco - Misturar painço cozido com farinha em partes iguais. Adicionar avelãs ou castanhas de caju cortadas bem miudinhas, bem como casca de laranja raspada. Amassar com água. Confeccionar com esta massa cilindros de 10 centímetros, que devem ser cortados em tiras bastante finas. Fritar em bastante óleo. Pode-se usar também farinha de trigo, de arroz, de milho, etc., e adicionar pequenas quantidades de nozes, amendoim, passas de uvas, etc.

Pão "Ohsawa" - Misturar quatro partes de farinha de trigo integral, duas de farinha de milho, duas de farinha de castanhas e duas de farinha sarraceno. Adicionar um pouco de óleo e algumas passas de uvas e após amassar lentamente com água. Cozinhar numa forma untada e colocar um pouco de massa. Pincelar ovo batido (gema) sobre o pão. Para os doentes, misturar farinha de trigo sarraceno, farinha de trigo integral, farinha de milho, farinha de painço, etc., sem passas de uva e nozes. Fatias deste pão frio podem ser cortadas e torradas em um pouco de óleo. O pão "Ohsawa" não contém fermento, não é muito leve, porém é saboroso quando bem mastigado.

Bolacha nº 1 - Crackers - Misturar farinha de trigo ou de aveia, ou de milho, com um pouco de óleo, sal e água. Amassar. Enrolar esta massa e cortá-la em quadrados de 5 em. Fazer pontinhos com 1 palito. Levar ao forno. Para biscoitos faz-se a massa um pouco mais grossa. Temperar como desejar.

Bolacha nº 2 - Misturar 1 xícara de farinha de trigo integral grossa, 2 colheres de sopa de passa de uva, 2 colheres de chá de canela em pó e 1 maçã. Dourar a farinha em quatro colheres de sopa de óleo. Adicionar as passas de uva e a maçã cortada em pedaços. Sobre esta mistura, derramar água em quantidade correspondente a quatro vezes o volume (da mistura) e uma colher de chá de sal, e cozinhar em fogo brando. Quando a mistura engrossar, adicionar canela. Molhar a forma com água fria e forrar o fundo com salsa picada e despejar a mistura sobre a forma. Esfriar. Inverter o conteúdo da forma e servir. Pode-se alternar esta mistura com camadas de farinha de castanhas, com castanhas em purê ou com abóbora em purê. Outras formas podem ser usadas, redondas e tubuladas.

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GLOBALIZAÇÃO
A ditadura dos supermercados
Em menos de 30 anos, a França passou de 200 supermercados para mais de 5 mil, e de um único hipermercado, para mais de 1.200. As centrais de compras que eles criaram asfixiam os fornecedores. Esse verdadeiro oligopólio é a ditadura da distribuição
Christian Jacquiau

Em 1949, generalizou-se a idéia de que o comerciante enriquecia em detrimento do consumidor. Cinqüenta anos mais tarde, essa reputação se mantém.

As grandes redes de distribuição nasceram na França na década de 50. Na época, de dez a doze intermediários1 interpunham-se entre o agricultor e o consumidor. O preço pago por um quilo de batatas já era multiplicado por quatro quando chegava à sacola da dona de casa. Os gêneros alimentícios eram raros e os preços disparavam.

Os comerciantes aproveitavam-se de uma situação de quase monopólio. A demanda só encontrava a oferta no limite do inaceitável. Houve quem se aproveitasse disso para angariar fortunas indecentes. Generalizou-se a idéia de que o comerciante era quem prosperava graças ao mercado negro e enriquecia em detrimento do consumidor. Cinqüenta anos mais tarde, essa reputação se mantém.

Em 1949, Edouard Leclerc abriu seu primeiro auto-serviço em Landerneau, pequena cidade do interior da Bretanha. Não se podia falar de um supermercado: a mercearia familiar tinha apenas 50 m2 e, pela primeira vez, o próprio cliente se serve. Os vidros da mercearia foram pintados para que os passantes não pudessem reconhecer o rosto daqueles consumidores que vieram “comprar como pobre” e beneficiar-se de descontos de 20% a 70% sobre o preço de produtos de consumo corrente.

Um círculo que se acreditava ser virtuoso
Em 1963 nascia, num subúrbio de Paris, um hipermercado, um colosso que se tornaria a maior rede distribuidora da Europa e a segunda do mundo

Nessa mesma época, nos Estados Unidos, dava-se a democratização do automóvel. O comércio especializado efetua-se em auto-serviços instalados numa espécie de galpões, na periferia das cidades. Os compradores tinham à disposição enormes carrões, amplos estacionamentos e até bombas de gasolina. A idéia atravessou o Atlântico. Franceses apropriam-se dela acrescentando-lhe o famoso conceito do “tudo sob um mesmo teto”: de produtos frescos a eletrodomésticos.

Em 1963, no subúrbio parisiense, inaugura-se um hipermercado, primeiro verdadeiro colosso comercial que, alguns anos mais tarde, se tornaria a mais importante rede distribuidora da Europa e a segunda do mundo. Para o melhor, mas também para o pior, acabava de nascer a grande distribuição “à francesa”. Num primeiro momento, os princípios tradicionais do comércio foram respeitados: as mercadorias compradas eram revendidas com uma margem de lucro destinada a cobrir os custos e a remuneração do comerciante. Quanto mais rapidamente giravam os estoques, mais os lucros se acumulavam. Hipermercados e supermercados2 compram em grandes quantidades e obtêm consideráveis descontos que repassam, em parte, a seus clientes. Um círculo, que se acreditava ser virtuoso, iniciava-se para maior benefício dos consumidores.

Um sistema inédito de extorsão
Os volumes aumentaram e, com eles, as exigências dos distribuidores em relação a seus fornecedores, obrigados, permanentemente, a baixar os preços. As relações foram se tornando cada vez mais tensas, visto que, rapidamente, hipermercados e supermercados passaram a reivindicar, a posteriori, uma remuneração complementar e totalmente arbitrária: o “desconto de fim de ano” 3, que representava de 1% a 2% do total das compras feitas nos 12 meses anteriores! Inexoravelmente, uma engrenagem destruidora começou a funcionar. E não iria mais parar...

Supermercados e hipermercados crescem. A França bate todos os recordes de densidade na Europa: em menos de trinta anos, o parque passa de 200 supermercados para mais de 5 mil, e de um único hipermercado, para mais de 1.2004. As lojas não encomendam mais diretamente as mercadorias: juntam-se em centrais de compras para ter um peso ainda maior durante as negociações com seus fornecedores. A era das fusões e das concentrações desemboca na constituição de um verdadeiro oligopólio5. Aproveitando-se de sua posição dominante, as centrais criam um sistema inédito de extorsão, até então desconhecido nos chamados Estados de direito: a cada ano, por motivos diversos, reivindicam de 1% a 2% de desconto suplementar. Às vezes, muito mais do que isso. Única no mundo, essa taxação - mais conhecida como “negociação comercial”, ou bonificação - só remunera, de fato, a situação de quase monopólio de que se beneficiam as grandes redes de distribuição francesas em relação a seus fornecedores.

Pagar, mesmo sem saber por quê
No sistema que criaram as grandes redes de distribuição, os fornecedores devem não só ceder nos preços, como também pagar por tudo e qualquer coisa...

Essa taxação, constituída basicamente por pagamentos fictícios ou superfaturados, passou de 10%, há uma década, para 35%; depois para 40% e 45%, para ultrapassar tranqüilamente a faixa dos 50% do preço do produto e, em casos extremos, chegar ao índice de 60%, no início do ano de 2002. E aumenta a cada ano. O superlucro assim obtido nunca se traduziu em repasse direto ao consumidor. Ele permite proporcionar substanciais dividendos aos acionistas dessas fábricas de consumir. Serve também para financiar a corrupção do poder político, habituado a lucrar com sua aprovação para os alvarás de funcionamento. O “pedágio” obrigatório - de, no mínimo, um milhão de euros (3,7 milhões de reais) para um hipermercado - nasceu no fim da década de 70. Com os “anos Mitterrand”, os lances sobem e os envelopes tornam-se mais volumosos: passa-se a 1,5, depois a 2, depois a 3 milhões de euros (respectivamente 5,55, 7,4 e 11,1 milhões de reais). Michel Edouard Leclerc, especialista no assunto, reconheceu isso publicamente: “A verdade obriga a dizer que quase a metade dos grandes grupos comerciais foram submetidos a esse tráfico6.”

Nesse sistema, os fornecedores devem não só ceder nos preços, como também pagar por tudo: pagar um direito de entrada para serem credenciados; oferecer, ao conjunto das lojas da rede, mercadorias gratuitas no momento das primeiras entregas; pagar para verem seus produtos expostos em locais privilegiados ou na ponta da estante; pagar pelo financiamento de campanhas promocionais; pagar para aparecer nos catálogos; pagar quando da implantação de novas lojas; pagar por ocasião da reforma ou da melhoria das mais antigas; pagar até para conseguir que suas próprias faturas sejam pagas. Pagar, pagar e pagar... Pagar mesmo sem saber por quê, visto que já não há qualquer ligação entre o preço pago e a realidade do serviço oferecido pelo distribuidor a seu fornecedor. A tal ponto que, em maio de 2002, uma grande rede de distribuição francesa lançou, pela primeira vez, uma maciça campanha de comunicação reconhecendo, implicitamente, o fenômeno do faturamento sem motivo.

A imprensa, um mero “suporte”
Os fornecedores são colocados diante de uma única opção: submetem-se ou são “descredenciados”, isto é, guardam as mercadorias e fecham as fábricas!

Deputados franceses identificaram mais de quinhentos motivos invocados pelas centrais de compras para exigirem vantagens adicionais de seus fornecedores. Estes estão colocados diante de uma opção muito simples: submeterem-se ou serem “descredenciados”, isto é, guardarem suas mercadorias e fecharem suas fábricas! Os excelentes relatórios parlamentares, apresentados à Assembléia Nacional em 19957 e 20008, demonstram que o poder político tem um perfeito conhecimento da extensão das práticas desonestas das grandes redes de distribuição. No entanto, um desses relatórios constata, impotente: “As relações entre os produtores de bens de consumo (70 mil empresas, 400 mil agricultores) e os 60 milhões de consumidores equivalem à passagem de areia pelo gargalo de uma ampulheta. No gargalo, cinco grupos de distribuição controlam a venda de mais de 90% dos produtos de grande consumo9.” Alguns fornecedores são credenciados apenas por uma ou duas centrais de compras, o que agrava ainda mais sua situação de dependência.

O poder político francês, que durante muitíssimo tempo se beneficiou dos circuitos paralelos de financiamentos implantados por essas grandes redes, também aqui se declarou vencido. Os meios de comunicação demonstram muito pouco interesse em falar desse assunto, que incomoda. “Será que o montante das verbas publicitárias provenientes do setor das grandes redes de distribuição explicaria a prudência de alguns coleguinhas?”, pergunta-se Philippe Cohen, na revista Marianne10. Por haver colocado o problema da responsabilidade dos grandes supermercados e hipermercados no percurso da queda dos custos – por ocasião da questão das farinhas animais – essa publicação semanal foi excluído das campanhas de publicidade dos grandes distribuidores. A partir daí, como se surpreender com o fato de que a imprensa escrita – que se tornou um mero “suporte”, no jargão dos publicitários – se limite, atualmente, a mencionar vagamente as conseqüências - mudança para outra região, visando à redução dos custos, demissões, desindustrialização - de certas práticas, tomando todo o cuidado para nunca relacioná-las com suas causas reais e profundas?

A espiral infernal do oligopólio
Cinco grandes redes de hipermercados e supermercados controlam a distribuição e venda de mais de 90% dos produtos de grande consumo

O aumento permanente da taxa de bonificação tem um impacto desastroso sobre as empresas que, pouco a pouco, se vêem privadas dos meios para investir e para financiar sua pesquisa e desenvolvimento e são levadas a se instalar em outras regiões como medida de redução dos custos. Os intermediários realmente desapareceram, mas, com eles, também desapareceram os empregos que representavam. Simplificando: num preço, atualmente, existem apenas dois componentes essenciais: a remuneração do fornecedor (agricultor ou empresa industrial), cada vez mais achatada, e a do distribuidor, que fica com a parte do leão. As cinco centrais de compras que dividem entre si o mercado francês são enormemente responsáveis pelo desaparecimento do comércio de bairro, pelo esmagamento da agricultura de dimensão humana (e, portanto, pelo despovoamento do espaço rural), pela mudança das indústrias para outras regiões em busca de redução de custos e pelas importações maciças.

Ao mesmo tempo, a concorrência desaparece e a opção do consumidor restringe-se à medida que ocorrem novas concentrações. Esta espiral infernal levou a um empobrecimento da qualidade dos produtos e a um consumo em dois ritmos. Os mais pobres devem contentar-se com o que lhes é apresentado como sendo “menos caro”: o frango de granja a 1,50 euro (5,55 reais) o kg., a vaca engordada em confinamento, os tomates cultivados no soro e mesmo, até abril de 1999, aves alimentadas com a lama das estações de tratamento de água. Esses produtos desnaturados propiciam, entretanto, lucros substanciais a quem os expõe nas prateleiras. De fato, longe de baratos, eles são extremamente caros: será que ainda se pode falar seriamente de preço “achatado” quando um quilo de tomates, comprado a 0,30 euro (1,1 real) do agricultor, é revendido a 1,20 euro (4,44 reais) ao consumidor, isto é, numa relação de 1 para 4, como em 1949?

A ditadura da distribuição
Depois de abocanharem o setor de alimentação, as grandes redes voltam-se para os mercados da saúde, comunicação, informática... e até de auto-escola.

Depois de abocanharem a maior parte do setor de alimentação, as grandes redes de distribuição francesas, insaciáveis, voltam-se para os mercados da parafarmácia, da higiene, da saúde, da beleza, da comunicação, da informática, da joalheria, de flores, do vinho, de caixas bancários automáticos, de viagens, de artesanato, de automóveis, de bancos, de seguros, de serviços, de Internet, de esporte e até de auto-escola. O principal joalheiro da França se chama agora Leclerc e o principal armador de pesca, Intermarché11.

Na França, para cada dois litros de combustível, mais de um litro é distribuído por hipermercados ou grandes supermercados. O parque automobilístico duplicou entre 1975 e 1995, ao passo que, no mesmo período, o número de postos de gasolina passou de 47.500 para 18.500. Trinta mil pontos de venda tradicionais desapareceram em vinte anos para serem substituídos por três mil postos nesses grandes centros comerciais. Atualmente, fecham-se quinhentos postos de gasolina por ano. Ora, para o mesmo volume, um ponto de venda num hipermercado emprega um número de trabalhadores cinco vezes menor.

Essas riquíssimas grandes redes, que enriqueceram seus criadores e seus acionistas, partem com os mesmos métodos; porém com meios multiplicados, em conquista da Europa, dos países do Leste, da América do Sul, do Sudoeste Asiático e até da China. É agora, em escala planetária, que se instala uma verdadeira ditadura da distribuição sobre os produtores e os consumidores. (Trad.: Iraci D. Poleti)

1 - Recolhedor, expedidor, ajuntador, corretor, distribuidor, representante, procurador, atacadista, semi-atacadista, varejista...
2 - Os hipermercados dispõem de uma área de venda de pelo menos 2.500 m2 e mais de um terço de seu volume de negócios baseia-se em produtos alimentares. Os supermercados operam numa superfície de venda que varia entre 400 e 2.500 m2 e mais de dois terços de seu volume de negócios baseia-se na venda de produtos alimentares.
3 - N.T.: Remise de fin d’année (RFA).
4 - No fim de 2001, foram recenseados, no território francês, perto de 1.211 hipermercados, operando num total de cerca de 7 milhões de metros quadrados.
5 - 90 % do mercado de alimentação francês estão nas mãos de cinco centrais de compra: o Carrefour detém 26,2 % dele; a rede Lucie, central comum de Leclerc e Système U, detém 23,8 %; a Opéra, central comum das redes Casino, Cora, Franprix, Leader Price e Monoprix-Prisunic, detém 15,7 %; o Intermarché detém 14,4 % e o Auchan, 12,9 %. Cf. Référencseigne Secodip, citado por LSA (grupo Usine nouvelle) n° 1746, 22 de novembro de 2001.
6 - Michel Edouard Leclerc, La fronde des caddies, ed. Plon, Paris, 1994.
7 - Jean-Paul Charié, Pour une libre concurrence à dimension humaine. Redéfinir les règles de la loyauté, relatório à Assembléia Nacional, n° 2187, 27 de julho de 1995. Este relatório é a continuação do que foi entregue no gabinete do presidente da Assembléia, dois anos antes, sob o título Un enjeu de société: vers une concurrence libre et loyale, relatório n° 836, de 9 de dezembro de 1993.
8 - Jean-Yves Le Déaut, Rapport sur l’évolution de la distribution: de la coopération à la domination commerciale, relatório à Assembléia Nacional, n° 2072, de 11 de janeiro de 2000.
9 - Rapport sur l’évolution de la distribution…, op.cit.
10 - Marianne n° 187, 20 de novembro de 2000.
11 - Quatro novos barcos pesqueiros estão sendo construídos e serão acrescentados à frota atual de quarenta navios. A rede Intermarché possui também mais de quarenta fábricas integradas (indústrias de conservas de peixes, matadouros, fábricas de frios, de pizzas, de sorvetes etc). Fonte: LSA n°1764, 18 de abril de 2002.