quarta-feira, 18 de maio de 2011

Informativo Maio / 2011

TEXTO PRA NOS ALIMENTAR

Henry David Thoreau nasceu em Concord, no Estado de Massachusetts, em 12 de julho de 1817. Descendente de hunguenotes franceses, o menino Thoreau aprendeu a amar a natureza quando levava as vacas da família da mãe para pastar.

Em 1837, formou-se em literatura clássica e línguas. Fundou junto com o irmão uma escola, em 1838. Seu método inovador de ensino, que incluía passeios ao campo (field-trips) e não utilizava castigos físicos, não foi bem aceito nos EUA daquela época.

Com a morte do irmão, Thoreau fechou a escola. Fazia esporádicos trabalhos como agrimensor e como ensaísta, acreditando sempre que o homem devia ganhar somente o necessário para sobreviver. Apenas foi trabalhar na fábrica de lápis da família quando precisou ajudar a mãe e as irmãs, quando da morte do pai.

Mantinha-se eternamente insatisfeito com a vida na sociedade e com o modo como as pessoas viviam. Há relatos de que visitou aldeias indígenas só com a roupa do corpo, ao contrário de seus contemporâneos, que o faziam com armas em punho.

Em 1845, com 27 anos, Thoreau foi morar no meio da floresta, em um terreno que pertencia a Ralph Waldo Emerson. Às margens do lago Walden construiu sua casinha e um porão para armazenar comida. Apesar de inexperiente como agricultor, tentou a auto-suficiência e, a longo prazo, teve algum sucesso, plantando batatas e produzindo o próprio pão.

Segundo suas próprias palavras, ele foi morar na floresta porque queria "viver deliberadamente". Queria se "defrontar apenas com os fatos essenciais da existência, em vez de descobrir, à hora da morte, que não tinha vivido". Em seu período na floresta, ele queria "expulsar o que não fosse vida".

Baseado no relato e em todo o pensamento filosófico empreendido nos dois anos em que morou na floresta, Thoreau escreveu "Walden ou A vida nos bosques", uma obra que se tornaria um referencial para a Ecologia e um de seus livros mais famosos. Além de descrever sua estadia na floresta, "Walden" analisa e condena a sociedade capitalista da época. E, convida a uma reflexão sobre um modo de vida simples, propondo novos olhares sobre o conceito de liberdade.

"Fui para os bosques viver de livre vontade,
Para sugar todo o tutano da vida…
Para aniquilar tudo o que não era vida,
E para, quando morrer, não descobrir que não vivi!"

--------------------------------------------------------------------------------

RECEITAS
Receitas de George Ohsawa – Fundador da Macrobiótica

Não são receitas muito detalhadas ou precisas; cabe a cada um testar e acertar sua receita...

Biscoito de painço e farinha de trigo mourisco - Misturar painço cozido com farinha em partes iguais. Adicionar avelãs ou castanhas de caju cortadas bem miudinhas, bem como casca de laranja raspada. Amassar com água. Confeccionar com esta massa cilindros de 10 centímetros, que devem ser cortados em tiras bastante finas. Fritar em bastante óleo. Pode-se usar também farinha de trigo, de arroz, de milho, etc., e adicionar pequenas quantidades de nozes, amendoim, passas de uvas, etc.

Pão "Ohsawa" - Misturar quatro partes de farinha de trigo integral, duas de farinha de milho, duas de farinha de castanhas e duas de farinha sarraceno. Adicionar um pouco de óleo e algumas passas de uvas e após amassar lentamente com água. Cozinhar numa forma untada e colocar um pouco de massa. Pincelar ovo batido (gema) sobre o pão. Para os doentes, misturar farinha de trigo sarraceno, farinha de trigo integral, farinha de milho, farinha de painço, etc., sem passas de uva e nozes. Fatias deste pão frio podem ser cortadas e torradas em um pouco de óleo. O pão "Ohsawa" não contém fermento, não é muito leve, porém é saboroso quando bem mastigado.

Bolacha nº 1 - Crackers - Misturar farinha de trigo ou de aveia, ou de milho, com um pouco de óleo, sal e água. Amassar. Enrolar esta massa e cortá-la em quadrados de 5 em. Fazer pontinhos com 1 palito. Levar ao forno. Para biscoitos faz-se a massa um pouco mais grossa. Temperar como desejar.

Bolacha nº 2 - Misturar 1 xícara de farinha de trigo integral grossa, 2 colheres de sopa de passa de uva, 2 colheres de chá de canela em pó e 1 maçã. Dourar a farinha em quatro colheres de sopa de óleo. Adicionar as passas de uva e a maçã cortada em pedaços. Sobre esta mistura, derramar água em quantidade correspondente a quatro vezes o volume (da mistura) e uma colher de chá de sal, e cozinhar em fogo brando. Quando a mistura engrossar, adicionar canela. Molhar a forma com água fria e forrar o fundo com salsa picada e despejar a mistura sobre a forma. Esfriar. Inverter o conteúdo da forma e servir. Pode-se alternar esta mistura com camadas de farinha de castanhas, com castanhas em purê ou com abóbora em purê. Outras formas podem ser usadas, redondas e tubuladas.

--------------------------------------------------------------------------------

GLOBALIZAÇÃO
A ditadura dos supermercados
Em menos de 30 anos, a França passou de 200 supermercados para mais de 5 mil, e de um único hipermercado, para mais de 1.200. As centrais de compras que eles criaram asfixiam os fornecedores. Esse verdadeiro oligopólio é a ditadura da distribuição
Christian Jacquiau

Em 1949, generalizou-se a idéia de que o comerciante enriquecia em detrimento do consumidor. Cinqüenta anos mais tarde, essa reputação se mantém.

As grandes redes de distribuição nasceram na França na década de 50. Na época, de dez a doze intermediários1 interpunham-se entre o agricultor e o consumidor. O preço pago por um quilo de batatas já era multiplicado por quatro quando chegava à sacola da dona de casa. Os gêneros alimentícios eram raros e os preços disparavam.

Os comerciantes aproveitavam-se de uma situação de quase monopólio. A demanda só encontrava a oferta no limite do inaceitável. Houve quem se aproveitasse disso para angariar fortunas indecentes. Generalizou-se a idéia de que o comerciante era quem prosperava graças ao mercado negro e enriquecia em detrimento do consumidor. Cinqüenta anos mais tarde, essa reputação se mantém.

Em 1949, Edouard Leclerc abriu seu primeiro auto-serviço em Landerneau, pequena cidade do interior da Bretanha. Não se podia falar de um supermercado: a mercearia familiar tinha apenas 50 m2 e, pela primeira vez, o próprio cliente se serve. Os vidros da mercearia foram pintados para que os passantes não pudessem reconhecer o rosto daqueles consumidores que vieram “comprar como pobre” e beneficiar-se de descontos de 20% a 70% sobre o preço de produtos de consumo corrente.

Um círculo que se acreditava ser virtuoso
Em 1963 nascia, num subúrbio de Paris, um hipermercado, um colosso que se tornaria a maior rede distribuidora da Europa e a segunda do mundo

Nessa mesma época, nos Estados Unidos, dava-se a democratização do automóvel. O comércio especializado efetua-se em auto-serviços instalados numa espécie de galpões, na periferia das cidades. Os compradores tinham à disposição enormes carrões, amplos estacionamentos e até bombas de gasolina. A idéia atravessou o Atlântico. Franceses apropriam-se dela acrescentando-lhe o famoso conceito do “tudo sob um mesmo teto”: de produtos frescos a eletrodomésticos.

Em 1963, no subúrbio parisiense, inaugura-se um hipermercado, primeiro verdadeiro colosso comercial que, alguns anos mais tarde, se tornaria a mais importante rede distribuidora da Europa e a segunda do mundo. Para o melhor, mas também para o pior, acabava de nascer a grande distribuição “à francesa”. Num primeiro momento, os princípios tradicionais do comércio foram respeitados: as mercadorias compradas eram revendidas com uma margem de lucro destinada a cobrir os custos e a remuneração do comerciante. Quanto mais rapidamente giravam os estoques, mais os lucros se acumulavam. Hipermercados e supermercados2 compram em grandes quantidades e obtêm consideráveis descontos que repassam, em parte, a seus clientes. Um círculo, que se acreditava ser virtuoso, iniciava-se para maior benefício dos consumidores.

Um sistema inédito de extorsão
Os volumes aumentaram e, com eles, as exigências dos distribuidores em relação a seus fornecedores, obrigados, permanentemente, a baixar os preços. As relações foram se tornando cada vez mais tensas, visto que, rapidamente, hipermercados e supermercados passaram a reivindicar, a posteriori, uma remuneração complementar e totalmente arbitrária: o “desconto de fim de ano” 3, que representava de 1% a 2% do total das compras feitas nos 12 meses anteriores! Inexoravelmente, uma engrenagem destruidora começou a funcionar. E não iria mais parar...

Supermercados e hipermercados crescem. A França bate todos os recordes de densidade na Europa: em menos de trinta anos, o parque passa de 200 supermercados para mais de 5 mil, e de um único hipermercado, para mais de 1.2004. As lojas não encomendam mais diretamente as mercadorias: juntam-se em centrais de compras para ter um peso ainda maior durante as negociações com seus fornecedores. A era das fusões e das concentrações desemboca na constituição de um verdadeiro oligopólio5. Aproveitando-se de sua posição dominante, as centrais criam um sistema inédito de extorsão, até então desconhecido nos chamados Estados de direito: a cada ano, por motivos diversos, reivindicam de 1% a 2% de desconto suplementar. Às vezes, muito mais do que isso. Única no mundo, essa taxação - mais conhecida como “negociação comercial”, ou bonificação - só remunera, de fato, a situação de quase monopólio de que se beneficiam as grandes redes de distribuição francesas em relação a seus fornecedores.

Pagar, mesmo sem saber por quê
No sistema que criaram as grandes redes de distribuição, os fornecedores devem não só ceder nos preços, como também pagar por tudo e qualquer coisa...

Essa taxação, constituída basicamente por pagamentos fictícios ou superfaturados, passou de 10%, há uma década, para 35%; depois para 40% e 45%, para ultrapassar tranqüilamente a faixa dos 50% do preço do produto e, em casos extremos, chegar ao índice de 60%, no início do ano de 2002. E aumenta a cada ano. O superlucro assim obtido nunca se traduziu em repasse direto ao consumidor. Ele permite proporcionar substanciais dividendos aos acionistas dessas fábricas de consumir. Serve também para financiar a corrupção do poder político, habituado a lucrar com sua aprovação para os alvarás de funcionamento. O “pedágio” obrigatório - de, no mínimo, um milhão de euros (3,7 milhões de reais) para um hipermercado - nasceu no fim da década de 70. Com os “anos Mitterrand”, os lances sobem e os envelopes tornam-se mais volumosos: passa-se a 1,5, depois a 2, depois a 3 milhões de euros (respectivamente 5,55, 7,4 e 11,1 milhões de reais). Michel Edouard Leclerc, especialista no assunto, reconheceu isso publicamente: “A verdade obriga a dizer que quase a metade dos grandes grupos comerciais foram submetidos a esse tráfico6.”

Nesse sistema, os fornecedores devem não só ceder nos preços, como também pagar por tudo: pagar um direito de entrada para serem credenciados; oferecer, ao conjunto das lojas da rede, mercadorias gratuitas no momento das primeiras entregas; pagar para verem seus produtos expostos em locais privilegiados ou na ponta da estante; pagar pelo financiamento de campanhas promocionais; pagar para aparecer nos catálogos; pagar quando da implantação de novas lojas; pagar por ocasião da reforma ou da melhoria das mais antigas; pagar até para conseguir que suas próprias faturas sejam pagas. Pagar, pagar e pagar... Pagar mesmo sem saber por quê, visto que já não há qualquer ligação entre o preço pago e a realidade do serviço oferecido pelo distribuidor a seu fornecedor. A tal ponto que, em maio de 2002, uma grande rede de distribuição francesa lançou, pela primeira vez, uma maciça campanha de comunicação reconhecendo, implicitamente, o fenômeno do faturamento sem motivo.

A imprensa, um mero “suporte”
Os fornecedores são colocados diante de uma única opção: submetem-se ou são “descredenciados”, isto é, guardam as mercadorias e fecham as fábricas!

Deputados franceses identificaram mais de quinhentos motivos invocados pelas centrais de compras para exigirem vantagens adicionais de seus fornecedores. Estes estão colocados diante de uma opção muito simples: submeterem-se ou serem “descredenciados”, isto é, guardarem suas mercadorias e fecharem suas fábricas! Os excelentes relatórios parlamentares, apresentados à Assembléia Nacional em 19957 e 20008, demonstram que o poder político tem um perfeito conhecimento da extensão das práticas desonestas das grandes redes de distribuição. No entanto, um desses relatórios constata, impotente: “As relações entre os produtores de bens de consumo (70 mil empresas, 400 mil agricultores) e os 60 milhões de consumidores equivalem à passagem de areia pelo gargalo de uma ampulheta. No gargalo, cinco grupos de distribuição controlam a venda de mais de 90% dos produtos de grande consumo9.” Alguns fornecedores são credenciados apenas por uma ou duas centrais de compras, o que agrava ainda mais sua situação de dependência.

O poder político francês, que durante muitíssimo tempo se beneficiou dos circuitos paralelos de financiamentos implantados por essas grandes redes, também aqui se declarou vencido. Os meios de comunicação demonstram muito pouco interesse em falar desse assunto, que incomoda. “Será que o montante das verbas publicitárias provenientes do setor das grandes redes de distribuição explicaria a prudência de alguns coleguinhas?”, pergunta-se Philippe Cohen, na revista Marianne10. Por haver colocado o problema da responsabilidade dos grandes supermercados e hipermercados no percurso da queda dos custos – por ocasião da questão das farinhas animais – essa publicação semanal foi excluído das campanhas de publicidade dos grandes distribuidores. A partir daí, como se surpreender com o fato de que a imprensa escrita – que se tornou um mero “suporte”, no jargão dos publicitários – se limite, atualmente, a mencionar vagamente as conseqüências - mudança para outra região, visando à redução dos custos, demissões, desindustrialização - de certas práticas, tomando todo o cuidado para nunca relacioná-las com suas causas reais e profundas?

A espiral infernal do oligopólio
Cinco grandes redes de hipermercados e supermercados controlam a distribuição e venda de mais de 90% dos produtos de grande consumo

O aumento permanente da taxa de bonificação tem um impacto desastroso sobre as empresas que, pouco a pouco, se vêem privadas dos meios para investir e para financiar sua pesquisa e desenvolvimento e são levadas a se instalar em outras regiões como medida de redução dos custos. Os intermediários realmente desapareceram, mas, com eles, também desapareceram os empregos que representavam. Simplificando: num preço, atualmente, existem apenas dois componentes essenciais: a remuneração do fornecedor (agricultor ou empresa industrial), cada vez mais achatada, e a do distribuidor, que fica com a parte do leão. As cinco centrais de compras que dividem entre si o mercado francês são enormemente responsáveis pelo desaparecimento do comércio de bairro, pelo esmagamento da agricultura de dimensão humana (e, portanto, pelo despovoamento do espaço rural), pela mudança das indústrias para outras regiões em busca de redução de custos e pelas importações maciças.

Ao mesmo tempo, a concorrência desaparece e a opção do consumidor restringe-se à medida que ocorrem novas concentrações. Esta espiral infernal levou a um empobrecimento da qualidade dos produtos e a um consumo em dois ritmos. Os mais pobres devem contentar-se com o que lhes é apresentado como sendo “menos caro”: o frango de granja a 1,50 euro (5,55 reais) o kg., a vaca engordada em confinamento, os tomates cultivados no soro e mesmo, até abril de 1999, aves alimentadas com a lama das estações de tratamento de água. Esses produtos desnaturados propiciam, entretanto, lucros substanciais a quem os expõe nas prateleiras. De fato, longe de baratos, eles são extremamente caros: será que ainda se pode falar seriamente de preço “achatado” quando um quilo de tomates, comprado a 0,30 euro (1,1 real) do agricultor, é revendido a 1,20 euro (4,44 reais) ao consumidor, isto é, numa relação de 1 para 4, como em 1949?

A ditadura da distribuição
Depois de abocanharem o setor de alimentação, as grandes redes voltam-se para os mercados da saúde, comunicação, informática... e até de auto-escola.

Depois de abocanharem a maior parte do setor de alimentação, as grandes redes de distribuição francesas, insaciáveis, voltam-se para os mercados da parafarmácia, da higiene, da saúde, da beleza, da comunicação, da informática, da joalheria, de flores, do vinho, de caixas bancários automáticos, de viagens, de artesanato, de automóveis, de bancos, de seguros, de serviços, de Internet, de esporte e até de auto-escola. O principal joalheiro da França se chama agora Leclerc e o principal armador de pesca, Intermarché11.

Na França, para cada dois litros de combustível, mais de um litro é distribuído por hipermercados ou grandes supermercados. O parque automobilístico duplicou entre 1975 e 1995, ao passo que, no mesmo período, o número de postos de gasolina passou de 47.500 para 18.500. Trinta mil pontos de venda tradicionais desapareceram em vinte anos para serem substituídos por três mil postos nesses grandes centros comerciais. Atualmente, fecham-se quinhentos postos de gasolina por ano. Ora, para o mesmo volume, um ponto de venda num hipermercado emprega um número de trabalhadores cinco vezes menor.

Essas riquíssimas grandes redes, que enriqueceram seus criadores e seus acionistas, partem com os mesmos métodos; porém com meios multiplicados, em conquista da Europa, dos países do Leste, da América do Sul, do Sudoeste Asiático e até da China. É agora, em escala planetária, que se instala uma verdadeira ditadura da distribuição sobre os produtores e os consumidores. (Trad.: Iraci D. Poleti)

1 - Recolhedor, expedidor, ajuntador, corretor, distribuidor, representante, procurador, atacadista, semi-atacadista, varejista...
2 - Os hipermercados dispõem de uma área de venda de pelo menos 2.500 m2 e mais de um terço de seu volume de negócios baseia-se em produtos alimentares. Os supermercados operam numa superfície de venda que varia entre 400 e 2.500 m2 e mais de dois terços de seu volume de negócios baseia-se na venda de produtos alimentares.
3 - N.T.: Remise de fin d’année (RFA).
4 - No fim de 2001, foram recenseados, no território francês, perto de 1.211 hipermercados, operando num total de cerca de 7 milhões de metros quadrados.
5 - 90 % do mercado de alimentação francês estão nas mãos de cinco centrais de compra: o Carrefour detém 26,2 % dele; a rede Lucie, central comum de Leclerc e Système U, detém 23,8 %; a Opéra, central comum das redes Casino, Cora, Franprix, Leader Price e Monoprix-Prisunic, detém 15,7 %; o Intermarché detém 14,4 % e o Auchan, 12,9 %. Cf. Référencseigne Secodip, citado por LSA (grupo Usine nouvelle) n° 1746, 22 de novembro de 2001.
6 - Michel Edouard Leclerc, La fronde des caddies, ed. Plon, Paris, 1994.
7 - Jean-Paul Charié, Pour une libre concurrence à dimension humaine. Redéfinir les règles de la loyauté, relatório à Assembléia Nacional, n° 2187, 27 de julho de 1995. Este relatório é a continuação do que foi entregue no gabinete do presidente da Assembléia, dois anos antes, sob o título Un enjeu de société: vers une concurrence libre et loyale, relatório n° 836, de 9 de dezembro de 1993.
8 - Jean-Yves Le Déaut, Rapport sur l’évolution de la distribution: de la coopération à la domination commerciale, relatório à Assembléia Nacional, n° 2072, de 11 de janeiro de 2000.
9 - Rapport sur l’évolution de la distribution…, op.cit.
10 - Marianne n° 187, 20 de novembro de 2000.
11 - Quatro novos barcos pesqueiros estão sendo construídos e serão acrescentados à frota atual de quarenta navios. A rede Intermarché possui também mais de quarenta fábricas integradas (indústrias de conservas de peixes, matadouros, fábricas de frios, de pizzas, de sorvetes etc). Fonte: LSA n°1764, 18 de abril de 2002.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Informativo Janeiro 2011

Queridos amigos

No dia 24/01/2011 (segunda-feira) abriremos normalmente
Fecharemos apenas no dia 25/01 (aniversário de São Paulo)
--------------------------------------------------------------------------------
Meu pai me contou essa, de que Henry Ford era defensor do arroz integral e que isso foi um dos motivos da revolta ocorrida na Fordlândia, no Pará, por volta de 1930.

"Uma delegação escolhida pelos funcionários recebeu o tenente com uma lista de exigências à empresa. A primeira delas era a demissão de Ostenfeld. As outras estavam ligadas ao direito de livre circulação. Os trabalhadores exigiam comer o que quisessem e onde quisessem. Estavam cansados de comer pão de trigo integral e arroz integral "por motivos de saúde", segundo as instruções de Henry Ford. Queriam frequentar os bares e restaurantes que surgiram em torno da plantação e entrar em embarcações, supostamente para comprar bebidas, sem precisar pedir permissão. Os solteiros reclamavam das acomodações: cinquenta deles amontoados em um dormitório."

http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao-45/questoes-utopico-tropicais/matem-todos-os-americanos/
--------------------------------------------------------------------------------
Devido ao feriado do dia 25, alteramos a data do curso
27 . Janeiro . 2011 (quinta)
Curso de Alimentação Saudável e Cozinha Macrobiótica
das 19:00 às 22:00 horas no Melinda & Julius
Na primeira parte falaremos sobre as principais diretrizes da Macrobiótica e na segunda parte ensinaremos alguns pratos básicos.
Pagamento antecipado, pois as vagas são limitadas
melindaejulius@gmail.com
--------------------------------------------------------------------------------
Explode nº de cirurgias de obesidade
Em 1 semana, são 550 operações; há casos de procedimentos sem necessidade e uso de técnica não autorizada
Eduardo Nunomura

Mais de 550 brasileiros se submetem a cirurgias de obesidade em uma semana, o que representa um terço das lipoaspirações - uma das mais realizadas no País. Nove em cada dez operações bariátricas são feitas pela rede particular. O procedimento salva vidas por livrar um obeso de continuar engordando e contrair doenças como diabete e hipertensão arterial.

Mas, ao lado de histórias com final feliz, floresce um mercado. Médicos operam sem necessidade e chegam a ganhar R$ 100 mil, adotando técnicas não autorizadas pelo Conselho Federal de Medicina. Pacientes engordam para que seus planos cubram o tratamento. Cirurgias têm de ser revertidas.

Após a primeira operação, a universitária Luciana Guedes de Lima, de 31 anos, não emagrecia como deveria e uma das razões é que continuava comendo "um quilo de feijoada e 600 ml de Coca-Cola sem fazer força". Perdeu 25 quilos em três anos, pouco para alguém com 142. Ao consultar outro médico, descobriu que seu estômago havia sido reduzido minimamente. "O médico falou o que eu queria ouvir: ia emagrecer muito, poderia comer o que quisesse", conta, lembrando que sua única preocupação era se o plano de saúde cobriria a cirurgia. Em janeiro, foi operada de novo e desde então perdeu 15 quilos. Mas agora controla o que vai à boca.

Histórias como a de Luciana surgem do aumento dessas cirurgias. De 1995, quando passou a ser feita no País, até 2000, haviam emagrecido com ajuda do bisturi 2.500 brasileiros. Em 2008, só o SUS operou 3.195 pacientes; a rede particular, mais de 26 mil. Em 1998, 30 cirurgiões realizavam o procedimento. Hoje, são mais de 600 associados à Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).

PREOCUPAÇÃO
Essa operação não é uma especialidade médica, ou seja, cirurgião de qualquer outra área pode fazê-la. Como nas plásticas, as bariátricas contam com empresas especializadas em financiar o pagamento.

"A cirurgia vem sendo banalizada", critica o endocrinologista Daniel Lerario, do Hospital Albert Einstein. "Há interesses comerciais, e pacientes que querem resultado rápido vão direto para o cirurgião bariátrico." Defensor do procedimento, Lerario vê com preocupação a operação sendo feita até em pessoas que estão longe de enfrentar o problema. Apenas como referência: se você mede 1,65 metro e pesa 90 quilos, a cirurgia não é recomendada.

O Brasil tem, segundo a SBCBM, 3,7 milhões de obesos mórbidos. Para eles, dieta controlada, esportes e até remédios deveriam vir antes. Se no acompanhamento médico o paciente não consegue perder peso, a cirurgia pode ser a única solução.

Em cinco décadas de pesquisas, algumas técnicas se mostraram mais vantajosas. Hoje, a mais adotada é a Bypass (desvio) gástrico em Y de Roux (mais informações nesta página). Outras estão deixando de ser usadas, mesmo autorizadas pelo CFM, como a da banda gástrica ajustável. Este procedimento consiste em introduzir um anel de silicone na entrada do estômago. Reduz em até 20% o peso, mas não funciona se o paciente continua ingerindo a mesma quantidade de calorias.

A partir dos resultados de cirurgias nas quais obesos deixavam de ter a diabete mellitus, uma inovadora frente de pesquisa se abriu.Desde 2006, o professor José Carlos Pareja, da Unicamp, é um dos especialistas que operam diabéticos com peso normal. "Operar reduz custos. A obesidade corresponde a um terço dos gastos com saúde", diz.

"A obesidade tornou-se uma epidemia por causa do estilo de vida moderno", explica o cirurgião Nilton Tokio Kawahara. As pessoas comem demais, exercitam-se de menos. E muitas acabam depositando suas esperanças na mesa de operação. "É importante que as pessoas saibam que não existe cirurgia que opera o comportamento." Procurar equipes especializadas é a recomendação. Não basta o cirurgião. O paciente precisa do apoio de nutricionista, fisioterapeuta, endocrinologista, psicólogo, anestesiologista e enfermeiros. O acompanhamento dura até cinco anos. O primeiro ano pode ser o mais traumático, com o paciente tendo vômitos, diarreia, úlceras, dores no abdome, depressão e até ganho de peso.

Hoje, o maior risco é o paciente se submeter a procedimentos que não têm aval do CFM. Alguns são pesquisas científicas testadas em um número limitado de pacientes. Outros estão sendo feitos em maior escala, mas que contam com apoio dos cirurgiões bariátricos porque usam variações das operações conhecidas. Mas há aqueles combatidos pelos colegas.

Um cirurgião criticado é José Lazzarotto de Melo e Souza, que inventou uma técnica que leva seu nome e não é autorizada pelo Conselho Federal de Medicina. Ele dá de ombros. Assim como os quase 80 pacientes que Lazzarotto opera por mês. Com programa de TV e sites, o cirurgião faz propaganda com os famosos que já passaram pelas suas mãos. Seus colegas o condenam por considerar que adota a variante de um método já proscrito.

"Minha técnica se diferencia de todas as outras, porque é menos mutilante e permite à pessoa comer de tudo", diz. O Conselho Regional de Medicina do Paraná julga denúncias de pacientes contra ele.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090322/not_imp342743,0.php
--------------------------------------------------------------------------------
RECEITAS

TORTA DE TOFU COM BROCOLIS
INGREDIENTES:
- 1 TOFU GRANDE
- 2 MAÇOS MÉDIOS DE BRÓCOLIS
- ½ XÍCARA DE AZEITONAS VERDES PICADAS
- 1 XÍCARA DE COENTRO PICADO
- 2 COLHERES DE SOPA DE AVEIA EM FLOCOS FINOS OU FARINHA DE MILHO
- SAL A GOSTO
- 1 XÍCARA DE CAFÉ DE AZEITE DE OLIVA
- 2 XÍCARAS OU MENOS DE ÁGUA

PREPARAÇÃO:
AFERVENTAR OS BRÓCOLIS E RESERVAR.
BATER NO LIQUIDIFICADOR O TOFU COM ½ XÍCARA DE COENTRO ??, AZEITONAS, ÁGUA, AVEIA, SAL E AZEITE.
MISTURAR ESSA MASSA AOS RAMOS DE BRÓCOLIS, COLOCAR NUM PIREX UNTADO E ASSAR EM FORNO MÉDIO POR UNS 50 MINUTOSOU ATÉ A TORTA FICAR


SOPA DE ABOBRINHA E HORTELÃ
Ingredientes
01 cebola picada
01 colher de chá de azeite
02 abobrinhas médias raladas no ralo grosso
01 tomate sem pele (e sem semente) picado
01 cubo de caldo de legumes
01 litro de água
01 colher de sopa de hortelã picada
01 pote (200 ml) de iogurte natural desnatado

Modo de fazer
Numa panela, refogue a cebola no azeite, e junte a abobrinha e o tomate. Regue com o caldo de legumes dissolvido na água fervente. Cozinhe em fogo baixo por aproximadamente 15 minutos. Retire e adicione a hortelã e o iogurte, misturando bem. Sirva logo.

SOPA TAILANDESA DE LEGUMES
Ingredientes

01 colher de sopa de óleo
01 dente de alho picado finamente
01 xícara de cogumelo shiitake em fatias
01 xícara de vagem manteiga em pedaços de 02 cm
06 xícaras de caldo de legumes
½ xícara de acelga picada
½ xícara de cenoura em cubos de 0,5 cm
02 xícaras de folhas de espinafre ou mostarda
250g de tofu firme em cubos
02 colheres de sopa de coentro picado
Molho de soja a gosto
Sal e pimenta-do-reino a gosto

Caldo de legumes (rende 08 xícaras)
Raspas de 01 limão
01 dente de alho cortado ao meio
05 cm de gengibre descascado em fatias
¼ pimenta vermelha sem sementes fatiada
01 talo de capim-limão com folhas e caule
01 cebola grande em quartos
08 xícaras de água
01 cenoura média em fatias
01 talo de salsão
01 maço de coentro (inclua raiz e caule)

Para guarnição
01 pimenta vermelha sem sementes em fatias finas (opcional)

Modo de fazer
Prepare o caldo de legumes. Numa panela grande antiaderente junte todos os ingredientes do caldo e leve para ferver. Abaixe o fogo e cozinhe tampado por 15 a 20 minutos. Retire do fogo, coe e reserve.
Numa frigideira antiaderente grande aqueça o óleo e cozinhe o alho, o shiitake e a vagem por 2 minutos. Mexa constantemente.
Adicione o caldo quente e ferva novamente. Acrescente a acelga e a cenoura e cozinhe em fogo médio e tampado por 5 minutos. Junte o espinafre, o tofu e o coentro. Cozinhe por mais 1 minuto e desligue o fogo. Ajuste o tempero com o sal, pimenta e molho de soja. Sirva decorado com pimenta vermelha.

--------------------------------------------------------------------------------
Para este início de ano, segue um importante conceito Taoísta
Wu Wei

Muito da essência do Tao está na arte do wu wei (agir pelo não-agir). No entanto, isto não significa "espere sentado que o mundo caia no seu colo". Essa filosofia descreve uma prática de se realizar coisas através da ação mínima. Pelo estudo da natureza da vida, você pode influenciar o mundo do modo mais fácil e menos disruptivo (usando a sutileza em vez da força). A prática de seguir a corrente em vez de ir contra ela é uma ilustração; uma pessoa progride muito mais não por lutar e se debater contra a água, mas permanecendo quieta e deixando o trabalho nas mãos da correnteza.

O Wu Wei funciona a partir do momento em que confiamos no "design" humano, perfeitamente ajustado para nosso lugar na natureza. Em outras palavras, confiando na nossa natureza em vez da nossa racionalidade, nós podemos encontrar contentamento sem uma vida de luta constante contra forças reais e imaginárias.

Uma pessoa pode aplicar essa técnica no ativismo social. Em vez de apelar para que outros tomem atitudes relacionadas a uma causa, seja qual for a sua importância ou validade, ela pratica uma vida de acordo com o que acredita, "remando contra a maré". Ao deixar sua crença se manifestar em suas ações, está assumindo sua responsabilidade pelo movimento social que acredita.

MUITA SAÚDE E BOAS ESCOLHAS EM 2011
--------------------------------------------------------------------------------
Sempre AINDA MAIS NOVIDADES !!!
Sacolas Melinda & Julius
Bebidas de arroz orgânicas The Bridge
Tomate enlatado orgânico Strianese
Massas orgânicas Riscossa
Mais títulos de livros cuidadosamente escolhidos
Sucos de uva casa de Madeira
Sucos de uva Mena Kaho (estão chegando)
Bebidas de Soja Frias
Iogurtes de soja Frias
Pães e biscoitos sem glúten - Bem Nutrir
Picolés Orgânicos Manti Biô
Champagne Sem Álcool La Dorni
em breve - desodorante sem alumínio !!!
--------------------------------------------------------------------------------